quinta-feira, 29 de julho de 2010

Será o fim da F1?

A evolução da F1 as vezes provoca apatia em todos que assistem. Quando inventaram o reabastecimento começou a perder a graça, pois inúmeras vezes uma bomba de combustível determinou o ganhador de um GP, um absurdo.

Por outro lado, favoreceu de forma escandalosa as ultrapassagens em boxes, no tempo que tinha emoção a ultrapassagem era na pista. Quando colocaram diversos dispositivos eletrônicos em um carro de F1, este deixou de ser um carro. Hoje temos que desvendar o que eu carro faz e o que o piloto faz.

A tecnologia exarcebada prova que F1 não é um esporte, mas uma disputa tecnológica entre montadoras, marcas e patrocinadores. O que não ocorria anteriormente, e se era assim era bem discreta.

Acabou-se a emoção, os interesses empresariais estão mais presentes que qualquer outro interesse em F1. A Ferrari é um time que faz parte do que chamamos de F1, sem Ferrari não exitste F1, porém, suas decisões escandalosas colocam fim a uma competição que cada vez mais perde o seu brilho.

Pode não ser perceptível hoje, para alguns, mas a F1 está em decadência pela falta de competitividade e espirito esportivo. Este ano parecia que estávamos diante de um ano que mudaria a apatia, mas depois que a Ferrari levantou a discussão do jogo de equipe a graça foi embora de uma vez por todas!

Lamentável...

Sérgio Gomes

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Reflexões de Zózimo Tavares

Não sei que olhar os historiadores vão lançar sobre o Brasil quando forem se debruçar, daqui a alguns anos, sobre as páginas que estamos escrevendo hoje. Mas certamente haverão de se chocar com os escândalos que se sucedem na vida pública, escândalos esses que, de tão rotineiros, já estão se banalizando e não chegam mais sequer a provocar indignação entre nós.

A corrupção, pai e mãe de muitas das desgraças que estamos vivendo, já se estabeleceu de tal modo que assumiu mesmo a condição de Quarto Poder, que historicamente coube à imprensa. Não um poder institucionalizado, como o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, mas um poder instituído.

A corrupção hoje é poder que espalha seus tentáculos sobre os demais Poderes e fora deles, ganhando cada vez mais força. É por causa da corrupção que os políticos e empresários honestos sucumbem na atividade pública, e os desonestos prosperam; é por causa da corrupção que as obras públicas inacabadas foram paralisadas, e outras, quando concluídas, transformam-se em elefante branco; é por causa da corrupção que falta atendimento médico decente nos hospitais públicos e as escolas públicas funcionam precariamente.

É por causa da corrupção, ainda, que as estradas ficam esburacadas; é também por causa da corrupção que as estradas recuperadas voltam ao que eram com as primeiras chuvas; é impossível enumerar os estragos provocados pela corrupção em tão pouco espaço.

O que é lamentável é que, em pouco tempo, perdemos muitos aliados no combate a esse mal. As baixas são irreparáveis, pois muitos dos que estavam nas trincheiras da ética na Administração Pública mudaram de lado.

Hoje eles engrossam as fileiras dos que procuram a qualquer custo se locupletar da corrupção.E muitos dos que ficaram na resistência perdem a força.

Zózimo Tavares.